SILABÁRIO SIMPLES
A arte do saber consiste em adquirir e dividir conhecimentos - Mora Alves
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MORA ALVES
segunda-feira, 30 de abril de 2018
Dicas para Relatório para educação Infantil.
ÁREA SOCIAL E AFETIVA
Adaptou-se com naturalidade. / Ainda não completou seu processo de adaptação.
Ainda mostra-se resistente ao atender algumas regras da escola.
É assíduo e pontual.
Ainda não respeita os pertences dos alunos.
Aceita esperar sua vez.
Distingue os diferentes momentos e situações dentro da escola, respeitando-as.
Participa das atividades em grupo demonstrado interesse e cooperação.
Tem preferência por atividades individuais.
Tem bom relacionamento com todos que convive.
Relaciona-se progressivamente com mais crianças, com outros professores e com demais profissionais da escola.
Apresenta-se seguro em suas ações(ainda não...)
Demonstra ter imagem positiva de si, ampliando suas autoconfiança e identificando cada vez mais suas limitações e possibilidades e agindo de acordo com elas.
Valoriza o diálogo como forma de lidar com os conflitos Demonstra iniciativa na resolução de pequenos problemas.
Demonstra iniciativa na resolução de pequenos problemas.
Mostra-se interessado em enfrentar desafios.
Expressa seus sentimentos com clareza
Preocupa-se em cuidar dos materiais de uso individual e coletivo.
Ainda apresenta-se bastante inquieto o que impede de participar ativamente das atividades propostas.
Mostra-se carinhoso, alegre, tímido.
Às vezes mostra-se agressivo com alguns coleguinhas.
Valoriza atitudes de preservação e manutenção dos espaços coletivos
Reconhece e utiliza hábitos sociais, valores e atitudes como preservação do convívio social, ética e saúde.
Demonstra assiduidade e pontualidade.
Mantém um padrão de comportamento e relacionamento convencional.
Demonstra comportamento desejável em sala de aula.
Tem iniciativa e interesse nas atividades propostas.
Relaciona-se bem com colegas, professores e demais funcionários.
Participa das atividades em grupo.
Coopera com o grupo.
Lidera as atividades em grupo.
Partilha e empresta material de bom grado.
Obedece as regras do grupo e da escola.
Reconhece seus direitos e deveres.
Escuta e tem atenção quando outros falam.
Respeita a opinião dos outros
Cuida do material e do patrimônio escolar.
Mantém a pasta organizada e os cadernos em ordem.
É capaz de concluir as atividades propostas em tempo desejável.
Respeita regras que orientam as dependências da escola.
Expressa seus sentimentos com clareza, valorizando o outro como forma de reconhecimento e amizade.
É dedicado e caprichoso.
É atencioso e disciplinado.
É observador e curioso.
Demonstra confiança e companheirismo.
Conversa sobre seus medos, sonhos, fantasias demonstrando claramente seus sentimentos muitas vezes ocultos.
Mostra iniciativa, interesse e entusiasmo em enfrentar desafios.
Sabe pedir desculpas e perdoar espontaneamente.
Guarda mágoas.
Supera conflitos.
Concentra-se nas tarefas propostas.
É solidário com o colega.
É resistente.
É arredio.
É inquieto.
É egoísta.
Demonstra agressividade.
É ansioso.
É inseguro.
Demonstra timidez.
É carinhoso com colegas e professora.
Demonstra-se alegre.
Apresenta tristeza em determinados momentos.
Estabelece vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças fortalecendo sua auto-estima.
Adaptou-se a escola e a turma.Amplia consideravelmente seu círculo de relações pessoais.Demonstra independência.
Supera dificuldades sem ajuda.
Demonstra iniciativa na resolução de pequenos conflitos.
Enfrenta desafios com autonomia.
Respeita a participação alheia.
Tem bom relacionamento nas atividades em grupo.
Apresenta organização e responsabilidade no jogos.
Demonstra decisão e autonomia.
Demonstra atenção, empenho e respeito no momento da fala do colega e do professor.
Questiona a professora.
Inicia as atividades logo que são propostas.
Assume responsabilidade pelos seus atos.
Aceita opiniões divergentes da sua.
Pede ajuda quando precisa.
É curioso em relação a novos conhecimentos.
É desinibido para expressar suas opiniões.
Espera sua vez de falar.
Revela confiança em si próprio.
Realiza as tarefas de casa com prontidão.
Manifesta afeto e respeito mútuo com colegas e professora.
Brinca expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades
CONHECIMENTO DE MUNDO
MOVIMENTO:
Apropria-se progressivamente da imagem global do seu corpo, conhecendo e identificando seus segmentos e elementos e desenvolvendo cada vez mais uma atitude de interesse e cuidado com o próprio corpo
Demonstra controlar o equilíbrio do corpo em diversas situações.
É capaz de coordenar a sua ação com a dos companheiros quando o jogo requer.
Explora diferentes qualidades e dinâmicas do movimento, como força, velocidade, resistência e flexibilidade.
Controla gradualmente o próprio movimento, aperfeiçoando seus recursos de deslocamento.
Participa com interesse de brincadeiras e jogos cantados e rítmicos.
Agrada-lhe manipular objetos e brinquedos que permitem o aperfeiçoamento das suas habilidades manuais.
Identifica diferentes sensações táteis olfativas, gustativas e sonoras.
Amarra os cordões dos sapatos, recorta com precisão, monta quebra-cabeça com peças médias(grandes ou pequenas).
ARTES VISUAIS:
Ouve e aprecia produções musicais.
Brinca com a música imitando, inventando, criando e reproduzindo criações musicais.
Utiliza-se da expressão musical e artística como forma de comunicação e interação com os outros, ampliando seu conhecimento de mundo.
Interessa-se pelas Artes, demonstrando admiração e gosto pelas produções da escola e pelas obras regionais (nacionais e internacionais).
Percebe na escuta sentimentos e emoções subjacentes à produção musical.
Cria textos e melodias, compondo pequenas canções para expressar-se.
Explora diversas linguagens visuais, conhecendo e utilizando diversos materiais para produzir trabalhos artísticos.
Demonstra atitude de auto-confiança e respeito por sua produção artística e a dos colegas.
LINGUAGEM ORAL E ESCRITA:
Participa com interesse de atividades orais.
Tem vocabulário diversificado, rico.
Vem ampliando seu vocabulário gradativamente.
Ainda não participa de atividades orais.
Transmite recados.
Dialoga com colegas e professor.
Faz reconto de histórias.
Fala parlendas e trava-línguas trabalhadas.
Expressa-se com frases corretas e acabadas.
Expressa-se com clareza.
Ainda na demonstra compreender explicações que são dadas.
Ainda não pronuncia alguns sons.
Recita poemas.
Utiliza expressões de cortesia.
Aprecia o material de leitura selecionado, lendo de acordo com suas possibilidades.
Participa com prazer das rodas de conversa.
Argumenta suas idéias.
Elabora e responde perguntas.
Sabe dizer seu nome completo.
Incorpora e recorda palavras facilmente.
Usa a linguagem para conversar, brincar, comunicar e expressar desejos, necessidades, opiniões, idéias, preferências, sentimentos e relatar suas vivências nas diversas situações de interação presentes no cotidiano.
Elabora perguntas e respostas de acordo com os diversos contextos dos quais participa.
Relato de experiências vividas e narração de fatos em seqüência temporal e causal.
Reconta histórias conhecidas com aproximação às características da história original.
Conhece e reproduz jogos verbais como parlendas, trava-línguas, adivinhas, quadrinhas, poemas e canções.
Veicula suas idéias articulando corretamente as palavras.
Expõe oralmente suas idéias de forma lógica.
Argumenta e defende suas idéias.
Expressa-se com fluência adequando sua fala a diferentes situações.
Apropria-se progressivamente de novas palavras ampliando seu vocabulário.
Utiliza adequadamente as palavras entendendo os seus significados e empregando-as corretamente.
Compreende mensagens dirigidas ao grupo.
Sabe dar recados.
Ouve com atenção uma história, perguntas e diálogos.
Descreve gravuras.
Interpreta histórias.
Reproduz oralmente um fato ocorrido.
Usa recursos gestuais e faciais pertinentes ao comunicar-se.
Utiliza-se de argumentos consistentes para defender seus pontos de vista.
Participa de situações de comunicação oral manifestando sua opinião e ouvindo os outros.
Narra histórias conhecidas e situações vividas.
ESCRITA
Distingue palavras de desenhos.
Reconhece e escreve seu nome.
Reconhece nomes dos colegas.
Escreve nomes dos colegas.
Identifica e escreve letras do alfabeto.
Conhece e diferencia letras de números e símbolos.
Reconhece a letra inicial e final dos nomes percebendo a posição da letras na palavra.
Participa de situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da escrita.
Escreve seu nome em situações em que isso é necessário.
Reconhece as idéias contidas em alguns símbolos usuais.
Utiliza-se do desenho para representação e o registro de suas idéias.
Reconhece e utiliza o espaçamento convencional entre as palavras.
Escreve obedecendo a direção esquerda/direita e de cima para baixo.
Associa as letras do alfabeto à 1ª letra das palavras conhecidas.
Compreende pequenos textos trabalhados e faz leitura correspondente.
Mostra-se cuidadoso no traçado das letras.
Acompanha o registro feito no quadro pela professora.
Elabora desenho dentro de um contexto.
Faz leitura de imagens, rótulos, figuras e símbolos.
Compreende que as palavras são formadas por letras e texto formado por palavras.
Destaca uma determinada palavra dentro de um texto trabalhado.
Completa frases de acordo com o texto.
Reorganiza frases e palavras de textos trabalhados.
Reestrutura e organiza idéias na reescrita de textos trabalhados.
Identifica o número de letras das palavras.
NÍVEIS DE CONCEITUALIZAÇÃO DA ESCRITA
Ainda não faz a correspondência entre letras e os sons. Inventa desenhos garatujas e rabiscos para representas a escrita.
Uso de letras muitas vezes do próprio nome ou misturam números e letras para representar a escrita.
Utiliza muitas letras para escrever o nome de coisas grandes e que coisas pequenas têm nomes pequenos.
Escreve uma palavra utilizando uma variedade de letras, acredita que para escrever tem que variar as letras.
Acredita que existe relação entre o que se fala e o que se escreve. Faz correspondência entre quantidade de sílabas e uma letra para cada sílaba sem valor sonoro, não se preocupa com a correspondência do som e letra.
Utiliza uma letra para representar cada sílaba com valor sonoro. Às vezes só usa vogais, ou só consoantes, ou consoantes e vogais.
Já escreve combinando consoante e vogais formando sílabas, mas as vezes não forma a sílaba completa usando só vogais ou só consoantes.
RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO
Utiliza contagem oral nas brincadeiras e em situações nas quais reconheça sua necessidade.
Identifica a posição de um objeto ou número numa série.
Identifica números nos diferentes contextos em que se encontram.
Identifica números maiores ou menores, ordenando-os.
Ordena números na seqüência ascendente.
Identifica números que estão faltando numa série numérica.
Reconhece o número que vem logo antes ou logo depois de um determinado número.
Conta correspondendo um a um os nomes dos números aos objetos a serem contados.
Lê números conhecidos de modo convencional.
Usa números para registrar quantidades.
Sabe ordenar quantidades e números.
Identifica e nomeia formas e tamanhos.
Identifica posição e se situa no espaço.
Discrimina semelhanças e diferenças em objetos.
Resolve situações problemáticas simples.
Consegue organizar objetos de acordo com os atributos.
Identifica e nomeia conceitos e cores.
Reconhece os diversos significados e interpretações dos conceitos.
Reconhece grandezas e suas medidas em diversas situações.
Estabelece relações e compreende facilmente números de 0 a 9 e consegue associá-los para completar um conjunto com a quantidade pedida.
Organiza objetos na forma ascendente e descendente de acordo com os atributos, tamanho, cor, forma, peso, etc.
Emprega corretamente o vocabulário atemático relacionado a conceitos diversos.
Utiliza noções espaciais básicas para explicar direções.
Resolve situações problemáticas.
É capaz de dizer uma série numérica de ___ a ___, recitando os números em ordem.
Identifica o maior entre dois números, o que vem logo antes e logo depois.
Utiliza noções simples de cálculo metal como ferramenta para resolver problemas.
NATUREZA E SOCIEDADE:
Manifesta opiniões próprias sobre acontecimentos, busca informações e confronta idéias.
Participa com interesse de todas as atividades desenvolvidas envolvendo o tema estudado.
Imagina soluções para os problemas apresentados.
Participa de conversas formulando perguntas sobre o conteúdo trabalhado.
Estabelece algumas relações entre o modo de vida característico de seus grupo social e de outros.
Reconhece a importância da preservação das espécies para a qualidade da vida humana.
Reconhece e utiliza hábitos de higiene como preservação e prevenção de saúde
Identifica os fenômenos mais simples da natureza , suas causas e efeitos
Utiliza conceitos próprios relacionados ao corpo (partes,desenvolvimento, funções, cuidados)
Reconhece o meio ambiente como fator de sobrevivência dos seres
Tem consciência da preservação do meio ambiente
Age com educação ambiental
Identifica o espaço mais próximo e sabe se situar nele
Nomeia lugares e pessoas conhecidas
Identifica sua história de vida e dos seus familiares
OBSERVAÇÕES:
A agitação e ou dispersão tem afetado o desempenho do(a) aluno (a).
Faz regularmente o para casa, completo e com capricho.
Requer constante supervisão da professora.
Suas faltas tem afetado o seu desempenho.
Demora mais que o tempo previsto para realizar as atividades propostas.
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
Uma excelente matéria para ser discutida no mês da paralimpíada 2016 que está acontecendo aqui no Brasil...Conscientização !
Inclusão social - Por Jussara de Barros Graduada em Pedagogia
INCLUSÃO SOCIAL
É difícil pensarmos que pessoas são excluídas do meio social em razão das características físicas que possuem, como cor da pele, cor dos olhos, altura, peso e formação física. Já nascemos com essas características e não podemos, de certa forma, ser culpados por tê-las.
A inclusão está ligada a todas as pessoas que não têm as mesmas oportunidades dentro da sociedade. Mas os excluídos socialmente são também os que não possuem condições financeiras dentro dos padrões impostos pela sociedade, além dos idosos, os negros e os portadores de deficiências físicas, como cadeirantes, deficientes visuais, auditivos e mentais. Existem as leis específicas para cada área, como a das cotas de vagas nas universidades, em relação aos negros, e as que tratam da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
O mundo sempre esteve fechado para mudanças, em relação a essas pessoas, porém, a partir de 1981, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou um decreto tornando tal ano como o Ano Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiências (AIPPD), época em que passou-se a perceber que as pessoas portadoras de alguma necessidade especial eram também merecedoras dos mesmos direitos que os outros cidadãos.
A princípio, eles ganharam alguma liberdade através das rampas, que permitiram maior acesso às escolas, igrejas, bares e restaurantes, teatros, cinemas, meios de transporte, etc. Aos poucos, o mundo foi se remodelando para dar-lhes maiores oportunidades.
Hoje é comum vermos anúncios em jornais, de empresas contratando essas pessoas, sendo que de acordo com o número de funcionários da empresa, existe uma cota, uma quantidade de contratação exigida por lei. Uma empresa com até 200 funcionários deve ter em seu quadro 2% de portadores de deficiência (ou reabilitados pela Previdência Social); as empresas de 201 a 500 empregados, 3%; as empresas com 501 a 1.000 empregados, 4%; e mais de 1.000 empregados, 5%.
Nossa cultura tem uma experiência ainda pequena em relação à inclusão social, com pessoas que ainda criticam a igualdade de direitos e não querem cooperar com aqueles que fogem dos padrões de normalidade estabelecido por um grupo que é maioria. E diante dos olhos deles, também somos diferentes.
E é bom lembrar que as diferenças se fazem iguais quando essas pessoas são colocadas em um grupo que as aceite, pois nos acrescentam valores morais e de respeito ao próximo, com todos tendo os mesmos direitos e recebendo as mesmas oportunidades diante da vida.
sábado, 4 de junho de 2016
A privacidade se tornou negociável nas relações amorosas em se tratando das redes sociais para os adolescentes.
Matéria muito interessante que aborda um tema bastante polêmico: dividir senhas entre os casais mais jovens, tornou-se um indicador de confiança nas relações amorosas.
Segundo a
reportagem da folhatteen do dia 04/04/2012 do editor Rodrigo Levino, a
privacidade se tornou negociável nas relações amorosas em se tratando das redes
sociais para os adolescentes.
Alguns
jovens na faixa etária de 17 a 19 relatam que compartilhar senhas,
demonstra gestos de fidelidade e confiança, porém também dizem que muitas
vezes, isto pode causar brigas e até o fim do relacionamento.
A psicanalista Luciana Saddi de 49 anos, apontou que
estes tipos de comportamentos podem correr alguns riscos, tais como ciúme e
decepções. Já a psicóloga Paula Malett de 42 anos, acredita que os conceitos de
privacidade e fidelidade vem mudando.
Contudo a especialista arrisca afirmar que os pais
tornam-se obsoletos a esse comportamento dos filhos por não conhecerem esse
tipo de comunicação.
Luciana
ainda acrescenta que esta atividade é uma forma que os casais encontraram para
testarem até onde podem arcarem com as consequências e conclui: “ Crescer é
assumir responsabilidades”.
Pedagogia !º B - Faculdades Guarulhos
Maria Aparecida de Araújo Moreira Alves
Dinar Maria Dias Claro
terça-feira, 12 de abril de 2016
Hoje fui participar de um seminário sobre Justiça Restaurativa, confesso que sai de lá querendo saber muito mais sobre este tema. Vale a pena ler até o final . Fica a dica!!
Justiça Restaurativa rompe com círculo de violência em escolas de São Paulo
06/01/2015 - 09h12
 Alunos rebeldes, que jogam bombas no recreio, usam drogas ou cometem violência contra o professor são expulsos da escola. Depois, expulsos novamente de outra instituição, acabam desistindo de estudar. Continuam cometendo delitos até que, por fim, são recolhidos à Fundação Casa. A trajetória é muito conhecida por juízes da Vara da Infância, que sabem que o resgate desses menores para a sociedade vai se tornando cada vez mais difícil. No entanto, a aplicação da Justiça Restaurativa nas escolas do Estado de São Paulo tem rompido esse ciclo de violência e recuperado adolescentes para o convívio social e escolar sem a necessidade de aplicação de medidas de caráter meramente punitivo.
A Justiça Restaurativa é um método alternativo de solução de conflito que pode ser utilizado em qualquer etapa do processo criminal, e consiste na adoção de medidas voltadas a solucionar situações de conflito e violência, mediante a aproximação entre vítima, agressor, suas famílias e a sociedade na reparação dos danos causados por um crime ou infração. Dessa forma, a Justiça Restaurativa envolve diferentes pessoas e instituições na resolução de um conflito, que auxiliam na reparação dos danos causados e na recuperação social do agressor, aplicando o conceito de corresponsabilidade social do crime.
A prática da Justiça Restaurativa é incentivada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por meio do Protocolo de Cooperação para a Difusão da Justiça Restaurativa, firmado em agosto de 2014 com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). A introdução da prática atende à Resolução CNJ n. 125, que estimula a busca por soluções extrajudiciais para os conflitos.
Origem – O Projeto de Justiça Restaurativa em São Paulo começou em 2005, nas quatro varas Especiais da Infância e da Juventude da Capital, responsáveis pelos processos envolvendo menores entre 12 e 18 anos, e que coordena, portanto, a aplicação das medidas socioeducativas. O círculo restaurativo começou a ser aplicado em casos envolvendo crimes de menor potencial ofensivo - como lesão corporal, ameaça, pequenos furtos, dano ao patrimônio -,com o objetivo de que o jovem agressor não somente cumpra a pena, mas entenda os valores que foram corrompidos e possa, por meio de medidas pedagógicas, obter auxílio no contexto em que está inserido – quase sempre, eles são frutos de famílias desestruturadas. “O processo restaurativo não é apenas uma negociação, mas algo mais profundo, que gere uma transformação no infrator”, diz o juiz Egberto de Almeida Penido, titular da 1ª Vara Especial da Infância e da Juventude da Capital e membro da Coordenadoria da Infância e da Juventude.
O núcleo de Justiça Restaurativa foi implantado nas escolas de comunidades carentes como, por exemplo, em Heliópolis, região de grande vulnerabilidade social localizada ao sul do município, e foi estendido para escolas de diversas cidades do interior paulista, como Santos, Tatuí, Tietê – na cidade de São José dos Campos, por exemplo, todas as escolas municipais já têm núcleo de práticas restaurativas. “Percebemos que era preciso fazer com que a prática da Justiça Restaurativa se enraizasse como um projeto político pedagógico, na cultura da escola e dos pais, e não apenas uma ação pontual que resolva determinado conflito”, diz o juiz Egberto.
Bombas – Em um caso recente ocorrido em uma escola pública em Heliópolis, dois jovens explodiram bombas no recreio com a intenção de reivindicar maior diálogo com a diretoria e acabaram machucando outros colegas. O círculo restaurativo foi feito, envolvendo membros do conselho tutelar, judiciário, escola, familiares e outros colegas e, ao invés da expulsão, os alunos foram encaminhados para um treinamento no corpo de bombeiros e se tornaram, por um ano, os “guardiões do recreio”. Depois disso, nunca mais ocorreram casos de violência na escola, que eram bastante corriqueiros. Além disso, os alunos se comprometeram a retomar o jornal da escola, para melhorar a comunicação com a diretoria.
“A Justiça Restaurativa não significa impunidade nem apologia à desresponsabilizacão, mas resolver o conflito a fundo. Os círculos não trabalham com base na punição e no castigo, mas há a responsabilização social do adolescente pelas suas escolhas”, diz o juiz Egberto.
Pólos irradiadores – A metodologia que está sendo utilizada para implementar a Justiça Restaurativa no Estado de São Paulo é denominada “pólos irradiadores”, que significa envolver, na implantação do método, diversas instituições para que não fique setorizado. “Nenhuma instituição sozinha resolve o problema da violência, é preciso entender o contexto em que ela está inserida e os aspectos sociais da produção de violência”, diz Mônica Mumme, consultora da Coordenadoria da Infância e Juventude do TJSP e responsável pela implementação da metodologia dos Polos Irradiadores em São Paulo. De acordo com ela, a violência é complexa e precisa de uma resposta interinstitucional, envolvendo o conselho tutelar, as escolas, assistentes sociais, profissionais de saúde, dentre outros. “É uma justiça que busca pelo nosso potencial criativo, pela união de todas as instituições para uma proposta de resolução do conflito”, diz Mônica.
Bulliyng – Os círculos restaurativos, que são realizados em três etapas – pré-círculo, círculo e pós-círculo -, também têm sido aplicados com frequência em casos de bulliyng nas escolas. Em uma escola atendida pelo núcleo, um apelido dado a uma menina – “testuda” – fez com que ela tivesse uma reação desastrada e agredisse o seu colega, causando lesões graves. Após o Boletim de Ocorrência, instaurou-se o ciclo restaurativo, envolvendo os jovens, o coordenador pedagógico da escola, representantes do grêmio estudantil, os familiares, o conselho tutelar e o facilitador de Justiça. Após a menina ter tido a oportunidade de explicitar a dor que o apelido lhe causava e dos pedidos qualificados de desculpas, os dois alunos ficaram responsáveis por realizar uma campanha anti-bullying na escola, para prevenir a prática. “Não fosse o círculo restaurativo, a aluna seria expulsa e corria o risco de abandonar os estudos, tornando o resgate cada vez mais difícil”, diz o juiz Egberto.
Dados coletados de Luiza de Carvalho da Agência CNJ de Notícias
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